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Amanhã às 10h teremos nosso encontro para dialogar sobre o PL499/2019.

Data: 29/09/2020

Horário: 10h - 11H

Endereço: Em casa - videoconferência

Link de acesso Skype: https://join.skype.com/BLphzzic8UGr


A programação prevista para o próximo encontro será a apresentação da proposta de redação do substituto da PL 499/2019.


#GTbitucas

#JuntosSomosMaisFortes


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Relato de Natasha Itai Miyamoto em 01.08.2020

Me chamo Natasha, sou bióloga marinha e gestora costeira de formação, apaixonada por baleias e golfinhos e por tudo que envolve sustentabilidade. Como tenho uma mãe fumante desde antes mesmo de eu nascer, tive que aprender a lidar com o terrível cheiro do cigarro na casa, no carro e nas roupas dela, que pra mim até hoje ainda é insuportável!

Durante a adolescência, várias das nossas brigas aconteceram por conta desse conflito eterno sobre respeito e aceitação de ambas as partes, levando a consequente arte da vida em ensinar que conviver com o diferente é sempre um desafio, ainda mais quando o diferente é sua própria mãe...

Enfim, em 2006 realizei o grande sonho da minha vida depois de três longos anos de cursinho, entrei para a graduação bem longe de casa, lá na praia, melhor do que eu jamais tinha sonhado... E desde o primeiro ano pude iniciar minhas pesquisas com meus amados golfinhos, paixão mais antiga do que eu posso me lembrar!

Mas, como tudo na vida é imprevisível e por mais que tenhamos planos, a vida sempre dá um jeito de deixar bem claro que não temos controle sobre absolutamente nada, apenas direcionamos com nossos corações e ações o rumo, sempre incerto, que gostaríamos que nossas vidas tivessem, não é mesmo?

Confesso que essa aceitação nunca foi fácil pra mim e ainda não é, porém quando estamos abertos e entendemos que a vida é mesmo um mistério o universo te devolve de uma forma mágica!

Logo em 2007, menos de um ano após entrar na graduação, ser aceita pelo orientador de cetáceos concorrido e curtir muito meu primeiro Interunesp eu descubro que estou grávida! Essa notícia veio como uma bomba pra mim e precisei de muitos meses para aceitar e imaginar de qual forma conciliaria a maternidade com minha carreira.

No final, deu absolutamente tudo certo, me formei com uns anos de atraso, mas em 2012 fui a quarta da minha turma, sem nenhuma DP e neste mesmo ano, durante meu TCC e amamentação da minha segunda filha, nasceu meu lindo, querido e amado Projeto Recicla Vertical.

Nem acredito que ele veio com um sonho pra mim, já nasceu com logotipo e tudo, depois um querido amigo o fez ficar perfeito e nesse mesmo momento descobri a potência das parcerias. Inicialmente pensei no projeto como uma ferramenta de transformar o condomínio que eu morava através da sensibilização a questão da separação correta dos resíduos que todos gerávamos diariamente.

E de lá pra cá já se passaram incríveis 8 anos, de muitas parcerias, entre elas uma das mais especiais de todas com o Movimento Mundo SEM Bitucas, em que literalmente nos apropriamos da ODS 17 e co-criamos lindas ações juntxs, passando pela Montanha da vergonha, Semana Lixo Zero Guarulhos e até a Greve Mundial contra Mudança Climática lá embaixo do Masp. E foi uma jornada tão linda até agora, vi nascer de pertinho o GT de bitucas com apoio incrível da vereadora Soninha e tenho certeza que esse movimento ainda irá ver realmente um Mundo Sem Bitucas, por mais desafiante que isso seja, porque hoje mais do que nunca eu sei o quanto juntos somos mais fortes.

Abra sua mente, bituca não é semente!


#JuntosSomosMaisFortes

#PorUmMundoSemBitucas


Saiba mais sobre o projeto Mundo SEM Bitucas pelos links a seguir:

Site Institucional: https://www.mundosembitucas.com/

Blog MSB: https://www.mundosembitucas.com/blog

Facebook: https://www.facebook.com/mundosembitucas/

Instagram: https://www.instagram.com/mundosembitucas/


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Por Carla Torres, oceanógrafa formada pela UFSC, em 29/07/2020.


Oi pessoal! Me chamo Carla sou oceanógrafa formada pela UFSC e hoje vim aqui falar um pouco sobre o meu trabalho de conclusão de curso. Tudo começou com o meu incômodo em ver fumantes descartando bitucas de cigarro por todos os cantos, principalmente nas praias. A partir disso junto com a minha orientadora, Dra. Kalina Brauko, começamos a pesquisar diversos artigos para entender o conteúdo das bitucas de cigarro e qual seu efeito em organismos marinhos. 

As bitucas de cigarro são compostas por acetato de celulose, um polímero plástico que não se biodegrada e pode levar anos para sofrer fotodegradação. Além do mais, os filtros retém diversos compostos presentes no cigarro como o nicotina e metais. Os efeitos negativos gerados pelo consumo do cigarro são evidentes para a saúde humana, no entanto, poucos trabalhos são focados no resíduo do cigarro e qual o seu efeito em espécies aquáticas, principalmente marinhas, já que o filtro de cigarro é o item número 1 coletado em limpezas de praias. 

Para compreender os efeitos, resolvemos realizar um bioensaio com um bivalve bem comum de praias arenosas, o Donax hanleyanus (esse bonitinho aí da primeira imagem), e bitucas de cigarro, que foram deixadas em 1 litro de água do mar durante 24 horas, posteriormente diluídas em 7 concentrações, conforme a imagem 2. Além de observar a mortalidade dos indivíduos, também observamos o comportamento durante as 48 horas em que eles ficaram expostos ao contaminante. 

Imagem 01


Imagem 02


Os resultados foram bem alarmantes, visto que nas duas primeiras horas do experimento na concentração de 2,5 bitucas/L, todos os organismos testados morreram. A partir da concentração de 1,75 bitucas/L, os organismos já começaram a apresentar dificuldade de fechar a concha e de se enterrar (imagem 3). Esses efeitos em organismos que vivem na faixa de areia é bem grave, já que eles dependem destas funções para se esconder de predadores. Além dos efeitos já citados, foi observado a contração dos sifões (essa estrutura indicada pela seta: azul são os organismos saudáveis, e a seta vermelha são os organismos expostos, na imagem 4). O sifão também é utilizado para a alimentação e para a excreção. 

Imagem 03

Imagem 04


Portanto, esses organismos quando expostos a esse contaminante, ficam suscetíveis a danos em atividades vitais para eles. A exposição constante a esse contaminante pode causar efeitos negativos populacionais em grandes proporções. Faltam políticas públicas para o manejo e tratamento desse rejeito, que ainda não é classificado dentro da Política Nacional de Resíduos Sólidos como um resíduo tóxico.

Se você se interessou pelo trabalho e quiser ler a versão completa ela, fica disponível neste link:

https://repositorio.ufsc.br/bitstream/handle/123456789/197548/tcc_CFT.pdf?sequence=1&isAllowed=y


#JuntosSomosMaisFortes

#PorUmMundoSemBitucas


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